Inicialmente não foram encontrados indícios de feminicídio, mas Deam segue na investigação
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), informou que aguarda a conclusão dos laudos necroscópicos e periciais para esclarecer a morte da jovem Ludmila Pedro de Lima, de 25 anos, ocorrida entre a tarde de sexta-feira (6) e a manhã deste sábado (7), em Campo Grande.
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul investiga a morte de Ludmila Pedro de Lima, de 25 anos, ocorrida entre sexta-feira e sábado em Campo Grande. A jovem foi encontrada inconsciente na casa do namorado, apresentando convulsões, lesões no rosto e cortes no pé. O namorado alega que, após uma discussão por ciúmes, Ludmila teria ingerido água com cocaína voluntariamente. Amigos contestam a versão, afirmando que ela possuía medida protetiva contra ele. A polícia aguarda laudos periciais e mantém todas as linhas de investigação abertas, incluindo a possibilidade de feminicídio.
Conforme a nota divulgada pela polícia, a vítima foi encontrada inconsciente no local e sofreu algumas convulsões. Ela foi levada para atendimento médico em estado grave e o morador da casa, que se apresentou como namorado de Ludmilla, afirmou que eles haviam discutido e ela ingeriu a água com cocaína.
A Deam destacou que até o momento não há indicativos técnicos ou periciais que confirmem a hipótese de feminicídio, mas todas as linhas investigativas permanecem abertas.
“A perícia técnica compareceu ao local e colheu os depoimentos preliminares das testemunhas e do envolvido. Embora o fato tenha sido inicialmente registrado como suicídio em razão dos relatos colhidos no local, a Polícia Civil ressalta que a investigação segue com rigorosa perspectiva de gênero”, diz a nota.
Caso – Segundo o boletim de ocorrência, equipes da PM (Polícia Militar) e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram acionadas após a jovem sofrer convulsões dentro da casa do namorado, localizada na Rua Delegado Alfredo Hardman.
Quando os socorristas chegaram ao local, Ludmila estava desacordada e em estado grave, apresentando convulsões. Ela também tinha uma lesão abaixo do olho direito e cortes no pé esquerdo, que podem ter sido provocados durante as crises.
À polícia, o namorado relatou que os dois haviam discutido mais cedo, por ciúmes. Depois do desentendimento, ele disse ter visto a jovem misturar um pó branco em um copo com água e ingerir a substância, que ela teria afirmado ser cocaína. Pouco tempo depois, Ludmila começou a passar mal.
Ainda na versão do rapaz, a jovem teria tomado banho e, ao sair do banheiro, sofreu uma convulsão e bateu o rosto na porta do quarto. Em seguida, voltou a passar mal e chegou a expelir sangue pela boca enquanto aguardava a chegada do socorro. Ela foi levada para a Santa Casa onde acabou morrendo na manhã deste sábado (7).
Amigos contestam – Ao Campo Grande News, pessoas próximas a Ludmila relataram que ela não apresentava comportamento que indicasse intenção de tirar a própria vida, levantando dúvidas sobre as circunstâncias da morte. Eles ainda afirmaram, pelo canal Direto das Ruas, que a jovem estava com um corte grande na cabeça. Eles afirmam que a jovem tinha medida protetiva e chegou a registrar boletim de ocorrência contra o rapaz.
“Ele falou que ela tomou água com cocaína. Tenho certeza que ela não faria isso, um amigo dele ligou e falou que ela tava passando mal. Ele disse que ela tava muito doida e que depois caiu da cama porque deu convulsão, mas eu tenho certeza que ela não fez isso. A cabeça dela estava aberta”, disse uma das amigas da vítima.
Caso a versão de feminicídio se confirme, este será o primeiro caso registrado na Capital este ano e o 6º em Mato Grosso do Sul.
Se você vive ou testemunha alguma forma de agressão, denuncie. O 180 atende 24 horas e pode orientar e acolher. Em situações de risco imediato, ligue 190. Seu gesto pode salvar uma vida.
Procure ajuda – Em Campo Grande, o GAV (Grupo Amor Vida) presta apoio emocional gratuito a pessoas em crise pelo número 0800 750 5554. Também é possível buscar atendimento no Núcleo de Saúde Mental ou no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), ou pelos telefones 141 e 188 do CVV (Centro de Valorização da Vida). Em situações emergenciais, os números 190 da PM (Polícia Militar) e 193 do Corpo de Bombeiros podem ser acionados.
FONTESource link

