Mulher, de 51 anos, foi presa em flagrante na tarde de ontem (5); criança relatou abusos ao Conselho Tutelar
A menina, de 4 anos, resgatada na tarde desta quinta-feira (5), teria sido “trocada” por R$ 50. Conforme depoimento da mãe, de 30 anos, no início do ano passado a filha foi levada pela irmã da cuidadora, mulher de 51 anos presa em flagrante por tortura, e, desde então, a mãe teria falado com a criança apenas uma vez, por videochamada.
Uma menina de 4 anos, resgatada em Rio Verde de Mato Grosso, foi vítima de tortura por uma cuidadora de 51 anos, presa em flagrante. A mãe biológica da criança relatou que a filha foi levada pela irmã da cuidadora no início de 2025, sob a promessa de ajuda, sem acordo financeiro, exceto por uma única transferência de R$ 50. A mãe afirmou não ter conhecimento das agressões até que o caso fosse divulgado na mídia. Durante o resgate, a menina apresentava hematomas, cortes e inchaços, além de lesões antigas e recentes, indicando violência continuada. A criança afirmou que os ferimentos foram causados pela cuidadora, que a enforcava, batia e beliscava. A suspeita alegou que assumiu os cuidados devido a problemas familiares dos pais, usuários de drogas. A polícia investiga a possibilidade de outros tipos de violência.
À polícia, a cozinheira, mãe biológica da menina, relatou que mora em Pedro Gomes, a cerca de 100 quilômetros de Rio Verde de Mato Grosso, onde a criança vivia com a cuidadora. Segundo ela, a menina tem outras duas irmãs; uma delas, de 7 anos, mora com a irmã da cuidadora.
Em depoimento, a mãe contou que, durante as férias de 2025, a irmã da cuidadora foi até Pedro Gomes e pediu para levar a menina de 7 anos para passar o período em Rio Verde de Mato Grosso. Ela autorizou e, no início do ano letivo, a criança foi devolvida. Na mesma ocasião, a mulher levou a menina de 4 anos.
Ainda segundo a mãe, ela só tomou conhecimento das agressões sofridas pela filha por meio das reportagens veiculadas sobre o caso. A cozinheira afirmou que não tinha a intenção de entregar as filhas às irmãs da cuidadora. Disse, no entanto, que iniciou um processo de transferência de guarda, mas não deu continuidade. Posteriormente, conforme relatou, a cuidadora teria ingressado com um pedido de adoção sem o conhecimento dela.
Durante o interrogatório, a mãe foi questionada se houve algum acordo financeiro para a entrega das meninas. Ela negou. “A proposta foi apresentada como ajuda, sem qualquer pagamento. Só houve uma vez em que pedi R$ 50, e ela enviou”, afirmou. Ainda de acordo com a mãe, nenhuma das filhas relatou ter sido maltratada ou abusada enquanto esteve sob os cuidados das irmãs.
A doméstica, de 60 anos, irmã da cuidadora, também foi ouvida pela polícia. Ela relatou que via a criança com ferimentos com frequência. Em uma das ocasiões, a menina estava com o rosto inchado e a cuidadora teria alegado que ela havia caído no banheiro. Questionada, a mulher negou estar maltratando a criança.
Caso – Uma mulher, de 51 anos, foi presa em flagrante nesta quinta-feira (5), em Rio Verde de Mato Grosso, a 203 quilômetros de Campo Grande, suspeita de torturar uma criança de 4 anos. O caso veio à tona após denúncia recebida pelo Conselho Tutelar, informando que a menina apresentava diversos ferimentos.
As conselheiras foram até o local e constataram que a criança tinha hematomas no rosto e em outras partes do corpo, além de cortes no lábio e inchaço na cabeça. Havia ainda indícios de lesões antigas e recentes, o que levantou suspeita de violência continuada. Questionada, a criança apontou que os ferimentos teriam sido causados pela “mamãe”, que enforcava, batia com chicote e beliscava as partes íntimas da menina.
A Polícia Militar foi acionada e a menina encaminhada ao hospital para avaliação médica. Durante os exames, profissionais de saúde identificaram lesões de diferentes períodos e indícios que serão apurados para verificar a possibilidade de outros tipos de violência.
A suspeita afirmou à polícia que não é mãe da criança e que assumiu os cuidados devido a problemas familiares envolvendo os pais, que seriam usuários de drogas.
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