Ação da PF e Receita Federal desarticulou esquema milionário de contrabando a partir de MS

Produtos fruto de contrabando e descaminho apreendidos durante a Operação Iscariotes, deflagrada nesta manhã pela Polícia Federal e Receita Federal, vão de celulares, acessórios, perfumes a canetas e ampolas de medicamentos emagrecedores. Os remédios contrabandeados foram encontrados em uma das bancas lacradas no Camelódromo que pertencem ao grupo-alvo.
A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram a Operação Iscariotes em Mato Grosso do Sul, desarticulando um esquema milionário de contrabando. Durante a ação, foram apreendidos smartphones, perfumes, medicamentos emagrecedores e diversos outros produtos irregulares no Camelódromo de Campo Grande. A operação resultou em quatro mandados de prisão preventiva, incluindo dois policiais civis, e no bloqueio de aproximadamente R$ 40 milhões em bens dos investigados. Foram cumpridas 90 ordens judiciais em cidades de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, com suspensão das atividades de seis empresas envolvidas no esquema.
A operação desarticulou esquema milionário de comércio irregular baseado em Mato Grosso do Sul. De acordo com as investigações, os produtos eram, em grande parte, trazidos da fronteira e distribuídos para venda no Camelódromo, no Centro de Campo Grande (MS), mas também chegavam a Minas Gerais.
Durante a operação, mais de 15 viaturas foram mobilizadas para fechar a quadra do central comercial popular na Capital. Caminhões deixaram o local carregados de mercadorias, com destaque para a grande quantidade de smartphones apreendidos.
Além das apreensões, a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 40 milhões em bens dos investigados, incluindo contas bancárias, imóveis e veículos. De acordo com as investigações, o volume de dinheiro e o patrimônio acumulado mostram que o grupo atuava com estrutura organizada e movimentação financeira elevada.
As buscas também evidenciaram tentativa de ocultação de provas. Em um dos endereços-alvo, policiais federais localizaram um celular escondido numa sanca de gesso de um quarto em imóvel de alto padrão, no Residencial Alphaville, ligado a Clenio Alisson Medeiros Tavares, de 46 anos, e Brendon Alisson Medeiros Tavares, de 26 anos. Pai e filho, eles são proprietários de boxes no Camelódromo.
A força-tarefa ainda mirou integrantes das forças de segurança. Policiais civis foram presos, suspeitos de participação direta no esquema. Célio Rodrigues Monteiro, lotado em delegacia de Sidrolândia, já foi alvo de outras duas operações por envolvimento em atividades criminosas nos últimos seis anos. O outro preso é Edivaldo Quevedo da Fonseca, lotado na 5ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, na Vila Piratininga.

A Polícia Militar afirmou que colaborou com a operação e que um dos investigados é policial da reserva. Já a PRF (Polícia Rodoviária Federal) informou que foram cumpridos mandados de busca e apreensão, com apoio da Corregedoria da corporação, em desfavor de três servidores aposentados. “A instituição esclarece que os investigados não possuem vínculo ativo com o órgão há mais de 8 anos”.
O nome da operação remete a Judas Iscariotes, o traidor que entregou Jesus Cristo aos seus algozes. De acordo com a PF e a Receita, a referência é à falta de lealdade funcional e o uso indevido da função pública em benefício de atividades ilícitas.
Ao todo, foram 90 ordens judiciais para cumprimento em Campo Grande, Dourados e Sidrolândia, em Mato Grosso do Sul, e Belo Horizonte, Vespasiano e Montes Claros, em Minas Gerais.
A Justiça Federal expediu 31 mandados de busca e apreensão, 4 mandados de prisão preventiva, 1 monitoramento eletrônico, 2 afastamentos de função pública, 6 suspensões de porte de arma e bloqueio de bens de 12 pessoas físicas e jurídicas. Entre os bens atingidos estão pelo menos 10 imóveis, 12 veículos e seis empresas tiveram as atividades suspensas.
A operação segue em andamento e deve aprofundar a identificação dos envolvidos e a extensão do esquema.
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