Grupo criminoso usava WhatsApp, contas de terceiros e Pix; parte do dinheiro foi recuperada pela polícia
Uma idosa de 64 anos perdeu R$ 68.589,21 após cair no chamado “golpe do falso advogado”, em Nova Andradina. Quatro pessoas, três homens e uma mulher, foram presas em flagrante nesta segunda-feira (16) suspeitas de participação no esquema.
Uma idosa de 64 anos foi vítima do “golpe do falso advogado” em Nova Andradina, perdendo R$ 68.589,21 após realizar transferência bancária a criminosos que se passaram por advogados via WhatsApp. Quatro suspeitos foram presos em flagrante. O esquema é recorrente em Mato Grosso do Sul, que registrou cerca de mil denúncias em 2025. Os golpistas utilizam dados reais de processos e fotos de profissionais para dar credibilidade à abordagem, tendo como principais alvos idosos e pessoas menos familiarizadas com tecnologia.
Segundo a polícia, o contato foi feito pelo WhatsApp. Do outro lado da tela, os criminosos se passaram por advogados e convenceram a vítima de que seria necessário fazer um pagamento para dar andamento a um suposto processo. A idosa acabou realizando a transferência e só depois percebeu que havia sido enganada.
A partir do registro do caso, equipes de investigação começaram a apurar o golpe e conseguiram localizar parte do grupo na cidade. Durante a ação, também foi possível recuperar parte do dinheiro.
As diligências apontaram que os envolvidos atuavam de forma organizada. Para dificultar o rastreamento, usavam contas bancárias de terceiros, além de transferências via Pix e saques em dinheiro para espalhar os valores.
Os quatro foram levados para a delegacia e seguem à disposição da Justiça. A polícia continua investigando o caso para identificar outros possíveis envolvidos e verificar se há mais vítimas.
Recorrente – Esse tipo de golpe tem se espalhado pelo Estado. Só em 2025, Mato Grosso do Sul registrou cerca de mil denúncias envolvendo falsos advogados, segundo a Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul. Em muitos casos, os criminosos usam fotos reais de profissionais, dados públicos de processos e até números verdadeiros para dar credibilidade à abordagem.
O contato costuma acontecer por mensagens ou ligações, quase sempre com tom de urgência. As vítimas são pressionadas a fazer pagamentos rápidos, sob a promessa de liberação de valores judiciais. Idosos e pessoas com menos familiaridade com tecnologia acabam sendo os principais alvos.
A orientação é desconfiar de qualquer pedido de pagamento feito por mensagem e sempre confirmar a informação diretamente com o advogado ou no escritório antes de realizar qualquer transferência.
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