Acir Dias de Oliveira Ribeiro foi apontado como autor de furto a uma lanchonete horas antes da morte
Moradores da Rua Zacarias Mourão, no bairro Jardim Carioca, em Campo Grande, relataram que Acir Dias de Oliveira Ribeiro, de 50 anos, morto após ser baleado por um policial militar de folga, era uma figura conhecida na região e frequentemente associada a episódios de violência, uso de drogas e furtos.
Um policial militar de folga matou Acir Dias de Oliveira Ribeiro, de 50 anos, durante uma abordagem no Jardim Carioca, em Campo Grande. O agente alega que a vítima o atacou com uma chave de fenda, motivando os disparos. O caso está sendo investigado como morte decorrente de intervenção legal.Segundo moradores, Acir, conhecido como “Paraná”, tinha histórico de violência e envolvimento com drogas. Sua residência era apontada como ponto de tráfico. O policial envolvido foi descrito por vizinhos como uma pessoa tranquila e religiosa. O caso ocorreu na noite de quarta-feira (4).
Uma moradora de 63 anos, que pediu para não ser identificada, afirmou que o homem tinha comportamento agressivo e que a residência onde morava era apontada como ponto de tráfico. “Ele era muito conhecido aqui na rua. Era bem violento, pelo que a gente via, usuário também. A casa onde ele morava trazia todo tipo de gente problemática”, relatou.
Segundo ela, comentários sobre furtos eram frequentes entre os moradores e a morte causou choque, apesar do histórico. “A gente ouvia muito o pessoal falando sobre furtos. Eu fiquei chocada quando cheguei e vi tudo fechado. Pelo que o povo falava, ele já tinha sido ameaçado várias vezes. Tinha uma mãe chorando, tadinha. É uma vida que se foi”, completou.
Outro morador da rua, Moacir Valentino, de 62 anos, também disse conhecer Acir, conhecido pelo apelido de “Paraná”, e confirmou que a região enfrenta problemas recorrentes com drogas. “Na verdade, quase a rua toda é problemática. Tem muita gente envolvida com droga. Ele fazia as trapalhadas dele”, afirmou.
Apesar disso, Moacir contou que nunca teve problemas pessoais com Acir. “Ele passava aqui, conversava com a gente, a gente dava cafezinho. Somos pastores aqui da igreja, então com a gente ele nunca fez nada. Mas dava pra ver que ele era bastante alterado”, completou.
Sobre o policial envolvido na ocorrência, Moacir disse ter sido surpreendido. “Ele também é evangélico, do Sétimo Dia, um cara muito calmo, tranquilo. Eu acredito que o homem deve ter avançado nele”, declarou.
Abordagem – A morte de Acir ocorreu na noite de quarta-feira (4), durante uma abordagem feita pelo sargento da Polícia Militar Edson Paes Pereira, de 47 anos, que estava de folga. Conforme o boletim de ocorrência, o policial alegou que o homem sacou uma chave de fenda e avançou em sua direção, o que motivou os disparos.
Com Acir foram encontrados produtos furtados de uma lanchonete que havia sido arrombada horas antes. A vítima, dona do local, reconheceu as mercadorias. O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção legal de agente do Estado e segue sob investigação.
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