Filas curtas, caixas funcionando e compras pontuais marcaram o meio-dia nos atacadistas
A temida correria da véspera de Natal ficou mais no imaginário do que na prática em Campo Grande. Em três grandes atacadistas visitados pela reportagem nesta quarta-feira (24), o cenário foi parecido: movimento constante, mas controlado, filas andando rápido e consumidores até surpresos com a tranquilidade.
Na véspera de Natal, os principais atacadistas de Campo Grande registraram movimento constante, porém ordenado. Em estabelecimentos como Assaí, Atacadão e Fort Atacadista, os consumidores encontraram filas curtas e atendimento ágil, contrariando expectativas de tumulto característico da data.Os clientes relataram gastos variados, desde compras compartilhadas entre famílias até aquisições de última hora. Com a maioria dos caixas em funcionamento nos três estabelecimentos, o tempo de espera foi considerado satisfatório pelos consumidores, que destacaram a tranquilidade do ambiente para as compras natalinas.
No Assaí Atacadista, da Avenida Fábio Zahran, 24 caixas estavam disponíveis, com apenas três fora de funcionamento. A média era de três carrinhos por fila, algumas até vazias. Teve compra grande e também retorno estratégico ao mercado.
Ademir Yoshihissa, 50 anos, que trabalha com baterias de celulares, contou que já havia feito as compras com uma semana de antecedência, mas voltou ao atacadista para ajudar uma conhecida de Sidrolândia. O carrinho dele somava cerca de R$ 1,3 mil, valor dividido entre 26 pessoas de quatro famílias.
“A família é grande, então a gente rateia, mas gastamos mais no Ano Novo”, disse. Mesmo assim, ele esperava um mercado mais lotado. “Achei que estaria mais cheio. Fiquei com medo de não encontrar costelinha, cupim e frutas. Quando isso acontece, acabo pegando fruta enlatada.”

No mesmo local, a professora Marizelia Florenciano Nunes, 53 anos, foi às compras com o irmão e a sobrinha. Sem orçamento fechado, o trio buscava principalmente ofertas para completar as receitas da ceia.
“Viemos só para complementar o que faltava. Estava receosa por causa do movimento, mas está calmo. Acho que o pessoal veio antes”, avaliou. Na casa dela, cerca de oito pessoas passam o Natal. “Cada um leva uma coisa, mas o essencial fica por minha conta.”
Já no Atacadão, da Avenida Costa e Silva, o padrão se repetiu. Dos 30 caixas, quatro não funcionavam, e as filas seguiam na mesma média do Assaí. O casal Victor Fernando França de Oliveira, 25 anos, contador, e Victoria Barbosa, 26, psicóloga, mudou os planos de última hora.
“Iríamos passar o Natal na casa da mãe dele, em Santa Catarina, mas mudamos tudo no caminho”, contou Victoria. O carrinho tinha itens para duas receitas: salpicão e costelinha no barbecue. “Acho que gastamos mais no Ano Novo. Coloca bebida na história, o preço vai lá em cima”, resumiu Victor.
“A compra deu R$ 630, sem carne. Se tivesse carne, daria bem mais,” afirmou. Mesmo deixando para a última hora, ela não enfrentou fila. “Achei que ficaria horas, mas cheguei e já fui atendida.”
No Fort Atacadista, da Avenida Três Barras, 30 caixas estavam disponíveis, com cerca de cinco inativos. A espera também foi curta, menos de cinco minutos em alguns casos. O marmorista Ruan Carlos Guimarães Leal, 36 anos, aprovou o cenário.
“Não achei muito cheio e o preço está bom. Comprei umas coisas para minha mãe e para casa também”, contou. O Natal será em casa, com cerca de dez pessoas. No carrinho, panetones e frutas. “Ano Novo a gente costuma viajar, então gasto mais no Natal”, termina.
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